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Conhecendo a Brahma Kumaris

23.01.2017

Hoje eu conheci a Brahma Kumaris, um lugar especial no qual tive minha primeira experiência concreta com a meditação. Anteriormente, na época do vestibular, minha tia (que foi comigo hoje) me ensinou algumas técnicas de meditação orientada e me presenteou com um CD que auxilia o processo. Eu tenho uma admiração por esse estilo de vida, por mais que tenha MUITA dificuldade de praticar no dia a dia. Acho muito importante essa conexão com nosso interior e a busca pelo equilíbrio mental. A Brahma Kumaris tem uma programação bem legal, além da meditação, ocorrem palestras com temas relevantes. Hoje o tema foi: Entusiasmo, o oxigênio da vida. O palestrante explicou a importância do entusiamo na nossa vida, seus graus, motivos que nos levam a desistir e outros que nos fazem continuar. Vou escrever um pouco do que foi dito hoje e eu anotei.

Inicialmente esclareceu-se o real significado de meditar que nada mais é do a busca pela cura pessoal. Dessa forma, por meio da observação dos nossos pensamentos e desprendimento do mundo material, conseguimos, com a prática, alcançar a cura pessoal no sentido da mudança de nossa postura diante da vida, problemas, decepções, traições, boas notícias... existem vários tipos de meditação, eu conheço muito pouco esse Universo, mas lá eles ensinam um tipo de meditação que pode ser feita em qualquer lugar e o tempo depende da disponibilidade de cada um. O entusiasmo está presente em cada um de nós como um fluxo natural que às vezes se expressa, às vezes não. Tudo depende dos estímulos externos que nós recebemos e como reagimos a eles. De qualquer forma, o entusiamos é essencial para a vida desde a realização de necessidades básicas até a busca por objetivos maiores e desafiadores. Tudo que fazemos só o fazemos graças ao entusiamo, logo ele é como um oxigênio que nos dá energia e nos motiva a realizar aquilo que precisamos e desejamos realizar. Muitas coisas podem afetar nosso entusiamos e a falta dele pode levar a quadros extremos como a depressão. É necessário, desse modo, recarregar a energia do entusiamo por meio da meditação a qual proporciona uma conexão com o divino. A Brahma Kumaris é um movimento espiritual e não religioso, portanto, o divino existe para cada um na sua singularidade que é respeitada por todos. Uma atitude prática para retomar o entusiamo consiste em meditar e pensar sobre nossa real identidade como se fôssemos nascentes de rios puros e cristalinos, todos somos seres de luz. A rotina muitas vezes nos afasta da nossa identidade e a prática de lembrar o que somos e da existência de nossa conexão eterna com o divino impulsiona a retomada do entusiasmo. Esse movimento interno nos leva de volta ao lar original onde tratamos e curamos nossa alma, assim como quando vamos ao mercado comprar comida para alimentar o corpo ou à academia cuidar da saúde. Após esse processo individual, chega o momento de voltar ao mundo material e compartilhar aquilo que aprendemos por meio da meditação, disseminar amor, gratidão, paz e o entusiasmo reconquistado novamente. O que eu mais me identifico é com a despreocupação perante a solidão uma vez que a meditação é individual e o caminho percorrido por cada um e onde ele levará diz respeito a cada um ainda que haja contribuição de todos que interagem conosco ao longo dessa jornada. É possível contribuir para o entusiasmo das pessoas com as quais convivemos lembrando-as de suas qualidades, de quem realmente elas são. Um dia li sobre uma tribo africana que quando uma pessoa erra ou faz algo prejudicial, ela é levada para o centro da tribo onde todos falam as coisas boas que ela já fez e o lembram o quanto é virtuoso para que assim ele se reencontre com sua verdadeira natureza. Fazendo uma analogia, essa atitude também auxilia a retomada do entusiasmo. 

Além disso, o palestrante nos convidou a enxergarmos a nós mesmos como atores que assumem diferentes papeis. Os papéis mudam, mas os atores não. Nossa identidade é a mesma, precisamos nos lembrar dela sem nos identificar com os papeis momentâneos que assumimos na vida. Somo como cuidadores dos papeis, porém não donos deles. Encarando a vida dessa forma evitamos frustrações caso deixemos de assumir algum papel e não nos esquecemos da nossa verdadeira essência.

Eu gosto de ler livros de psicologia e algum tempo atrás li o livro "Introdução à Psicologia Junguiana" no qual o autor explica que nossa psique é formada pelo consciente, inconsciente pessoal e inconsciente coletivo. "Os conteúdos do inconsciente coletivo denominam-se arquétipos. A palavra arquétipo significa um modelo original que conforma outras coisas do mesmo tipo. Alguns arquétipos têm uma importância tão grande na formação de nossa personalidade e de nosso comportamento que Jung dedicou-lhes uma especial atenção. São os arquétipos de persona, anima e animus, sombra e o eu [...] A palavra persona significa originalmente a máscara usada por um ator que lhe permitia compor uma determinada personagem numa peça. Na psicologia Junguiana, o arquétipo de persona atende a um objetivo semelhante: dá a um indivíduo a possibilidade de compor uma personagem que necessariamente não seja ele mesmo [...] A persona é imprescindível à sobrevivência". Nesse trecho do livro fica evidente o quanto é necessário assumirmos diversos papeis ao longo da vida e, mais do que isso, trazer para nossa mente consciente essa necessidade. A partir dessa consciência não há identificação com as várias máscaras utilizadas e lembramos quem somos nós de verdade.

Hoje eu escrevi bastante, mas isso é bom porque seria um desperdício de inspiração. Visitar esse local me inspirou muito, eu amei!!! A meditação está ligada às práticas de artes marciais e yoga no Oriente e isso faz eu me interessar mais ainda! Algumas posições/alongamentos que faço no jiu jitsu são movimentos de yoga. Esse ano gostaria de começar a praticar!! Depois eu conto para vocês! Espero que tenham gostado do relato, eu poderia escrever muito mais e viajar mentalmente por muito tempo, mas deixo a reflexão para vocês! Om Shanti é como o pessoal costuma se cumprimentar e quer dizer "Eu sou paz". Om Shanti!

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