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Literando: Clube Literário

04.10.2017

Oi gente!! O quadrimestre começou há 3 semanas e dessa vez resolvi que queria participar de algum clube literário na UFABC porque assim pelo menos eu me comprometeria a ler. Eu gosto muito de ler, mas sempre deixo para depois e falta disciplina. Com o dia a dia corrido acabo esquecendo... Mas só de voltar a ler com mais frequência já vejo o quanto é bom, me deixa mais concentrada e a curiosidade que surge pela história logo me prende e eu não quero mais parar de ler. O Literando, clube literário da UFABC surgiu há pouco tempo e por sorte pude participar do primeiro encontro que aconteceu dia 29/10, sexta passada. Foi muito legal além de discutir sobre o livro, conhecer pessoas com as quais eu me identifico e compartilho essa paixão pela leitura.

O primeiro livro escolhido foi Cinzas do Norte, do Milton Hatoum. Eu nunca tinha lido nenhum livro dele, nem livros com espaços distantes de onde eu moro, como Manaus. A leitura é ótima, flui bem e com o passar do tempo eu não conseguia mais parar de ler porque realmente dá vontade de saber o que vai acontecer o quanto antes. A história se passa em Manaus e dois personagens são fundamentais, os amigos: Lavo e Mundo. Lavo é o narrador e resolve contar a vida de Mundo, o que o autor chama de "Romance de formação", caracterizado pela trajetória de um personagem desde sua infância. Mundo vive uma difícil relação com o pai (de criação), Jano, e dessa relação decorrem vários desdobramentos... O menino não atende às expectativas de Jano, deseja viver de arte, porém sendo filho único e homem, seu destino já havia sido traçado de outra forma pela família. O contexto da época era o Regime Militar e Jano é sua personificação, autoritário, opressor, machista, intolerante, agressivo... Mundo desafiava o pai a todo momento e sua vida foi marcada pela não aceitação de suas escolhas e vontades próprias. A arte era marginalizada e desqualificada, o que importava mesmo eram diplomas, cargos, títulos, terras, propriedades (diferente de hoje?). Seu amigo Lavo, órfão (não representante de uma família tradicional), é quem foi "bem sucedido" e atendeu ao que se esperava (e ainda se espera!): se tornou advogado. Assim a história vai se passando, com críticas sutis ao regime da época, às tradições, à intolerância. Enfim, tem muita história e sentimentos fortes envolvidos. Gostei muitooo do livro e vale a pena ler!!

O autor do livro foi na UFABC para o lançamento do clube literário (pena que não conhecia ainda e não fui!), mas postaram o encontro no youtube!! Vejam:

 

Já vou começar a ler o livro do próximo encontro: Cem Anos de Solidão. Alguém aí já leu??? Beijo Gabi

 

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