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Livro: O propósito

26.03.2018

Acabei de ler um livro lindo e ao mesmo tempo duro! O Propósito, do Sri Prem Baba, é um livro que diz muito sobre nossa jornada no plano material e como somos responsáveis pelas situações que vivemos. Gosto muito de ler livros sobre espiritualidade, meditação, autoconhecimento... Muitas verdades duras são ditas, mas precisamos ouvir. O autor afirma que o propósito maior de todos nós é expandir nossa consciência e isso só é possível através do amor. Logo, despertar o amor em todos e em todos os lugares deve ser uma busca constante em nossas vidas. "Quando falo de amor, estou me referindo ao sentido verdadeiro da palavra, e não ao amor condicionado pelos desejos e caprichos do ego. Refiro-me ao amor real, que é desinteressado e incondicional. O amor real ama, independentemente daquilo que recebe em troca. Ele não depende do amor do outro para existir. Ele não quer recompensas, promessas e garantias, ele simplesmente ama". De cara já me identifiquei!! Eu acredito muito no poder e na força do amor, acho que se algo está errado é porque falta amor.. "Quando há um sentimento de dificuldade, de que o mundo está desabando, há dois motivos principais que podemos e devemos mudar: 1. falta de amor em algum aspecto da vida; 2. falta de entendimento dos processos envolvidos na criação dos problemas", do livro A Paz Começa com Você, autor: Ken O'Donnell. Toda mudança possível é movida pelo amor. E despertar o amor que vai além do contato físico, além do mundo material, das aparências, do ego, da vaidade, do orgulho, do preconceito é algo realmente trabalhoso, não difícil, nem impossível. O autor vai percorrendo todas as etapas das nossas vidas, analisando desde o nascimento até virmos a despertar o amor. É uma trajetória sobre autoconhecimento, sobre voltar o olhar para dentro, descobrir nosso lugar no mundo. Além disso, falsas verdades existem no nosso inconsciente, sobretudo a de que somos carentes de amor, de que precisamos mendigar amor, de que não merecemos ser amados. Tudo de que precisamos existe dentro de nós. É simples, mas se faz necessário buscar uma vez que a maioria de nós se encontra distante da nossa verdadeira identidade de seres de luz. Um falso eu é criado para atender as demandas do mundo, dos padrões, dos condicionamentos, das relações e passamos a nos identificar com esse personagem meramente fictício. O livro nos convida a tomarmos consciência dessa realidade para que assim possamos iluminar nossas próprias sombras com amor e respeito. Essas sombras são criações, não são nossa essência. Comecei a meditar na Brahma Kumaris, como já comentei aqui, e a visão que aprendi e concordo é de que a nossa essência é repleta de qualidades as quais nem sabemos que temos. Como o amor, a paz, a paciência, felicidade... Tudo que nos gera desconforto não condiz com a nossa essência, estresse, impaciência, irritação. Ninguém gosta de se sentir assim, pelo menos eu não. E por meio da meditação Raja Yoga é possível revisitar os aspectos naturais que existem dentro de cada um de nós. Nesse sentido, Prem Baba também nos incentiva a despertar a consciência sobre nossa verdadeira identidade e aponta vários mecanismos criados para nos afastar dela. "Essa tão necessária e desafiadora transformação só poderá ocorrer se estivermos de fato comprometidos com o autoconhecimento. E isso implica em estudar os mecanismos que nos levam a esquecer o propósito real da vida. Precisamos saber de que forma fomos contaminados pelo medo; de que forma nossa confiança natural se transformou em desconfiança; de que forma as crenças e condicionamentos instalados no nosso sistema, dando início a círculos viciosos que geram destruição e perpetuam a miséria, não somente das nossas vidas pessoais, mas na vida do planeta como um todo". Esse processo é longo, mas certamente vale a pena. Minha vida inteira eu estive preocupada em voltar o olhar para dentro. Sou muito grata por ter pessoas na família que me inspiram nisso, por ter descoberto Clarice Lispector tão cedo e agora por ter contato com meditação e yoga. Tudo parece que me leva ao mesmo ponto, sempre. O autoconhecimento se impõe à mim, essa busca vem de forma tão natural que eu não imagino minha vida diferente disso. Dessa forma, eu me sinto bem, equilibrada e feliz. Às vezes até acho que penso demais, que deveria viver sem "problematizar" ou vasculhar tanto minha mente (principalmente inconsciente). Eu fico tentando chegar ao "é da coisa" que Clarice fala "Cada coisa tem um instante em que ela é. Quero apossar-me do é da coisa. Esses instantes que decorrem no ar que respiro: em fogos de artifício eles espocam mudos no espaço. Quero possuir os átomos do tempo. E quero capturar o presente que pela sua própria natureza me é interdito: o presente me foge, a atualidade me escapa, a atualidade sou eu sempre no já. Só no ato do amor - pela límpida abstração de estrela do que se sente—capta-se a incógnita do instante que é duramente cristalina e vibrante no ar e a vida é esse instante incontável, maior que o acontecimento em si: no amor o instante de impessoal joia refulge no ar, glória estranha de corpo, matéria sensibilizada pelo arrepio dos instantes - e o que se sente é ao mesmo tempo que imaterial tão objetivo que acontece como fora do corpo, faiscante no alto, alegria, alegria é matéria de tempo e é por excelência o instante. E no instante está o é dele mesmo. Quero captar o meu é", um trecho de Água Viva um dos meus livros preferidos da vida!!! No livro O Propósito, entretanto, o autor chama atenção para o "fazer compulsório, sem presença", se tornar escravo dessa busca por autoconhecimento não é saudável e às vezes pode se tornar mecânico. O equilíbrio é sempre a melhor opção. Essa busca não é para aprisionar, pelo contrário! Se permita se descobrir aos poucos, com respeito, paz e equilíbrio! Super recomendo a leitura do livro, é uma reflexão ótima e uma viagem pelas profundezas da alma. Vale muitooo a pena! Namastê! 

"Quando nos permitimos contemplar e nos deixar envolver pela beleza da vida, observando os fenômenos da natureza, percebemos que tudo é fantástico e que, certamente, a vida vai muito além dessa realidade cotidiana que captamos através dos nossos olhos físicos".

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