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Como viajar gastando pouco?

22.10.2018

Oi gente!! Muitas pessoas acham (e eu achava também) que é necessário muito dinheiro para viajar. Na verdade tudo depende do tipo de viagem que se faz. Desde que conheci o Yudi eu viajo muito mais e antes eu nem imaginava que fosse possível. Então decidi fazer um post sobre a logística das nossas viagens e como conseguimos viajar mesmo sendo estudantes universitários sem dinheiro. 

1. OPTE POR ACAMPAR

Nas primeiras vezes que eu acampei devo confessar que foi meio desconfortável sim, já passei frio, mas a gente acostuma e depois passa a gostar! Não acho desconfortável, apesar de gostar muito da minha cama. É completamente possível abrir mão disso por alguns dias e faz bem para a gente dar valor às coisas que temos. Os acampamentos são muito mais em conta do que qualquer hotel ou até do que hostel. Além disso, existe a opção de fazer acampamento selvagem sem custo algum :) Em Ubatuba é possível acampar na praia dessa forma, e tem coisa melhor do que dormir e acordar de frente para o mar? Gente, que coisa boa! Nós sempre optamos por acampar. Não tem banheiro? Não, mas a gente da um jeito e ninguém morre por isso não! Tudo depende se você está disposto a abrir mão de algumas coisas... às vezes só assim conseguimos realizar nossos desejos. E tudo bem! "Para todo sim existe um não". Algumas escolhas são excludentes e é necessário lidar com isso. Sempre com bom humor e um sorriso no rosto.

2. TENHA CONTATOS

Antes de conhecer o Yudi esse mundo de viajar gastando pouco não existia para mim. O obstáculo maior sempre era a falta de dinheiro uma vez que eu só conhecia um tipo de viagem possível para ser feita. Então é muito importante ter contatos, entrar nos grupos do facebook e whatsapp, e se informar! É necessário confiar nas pessoas que você vai viajar junto/pegar carona. Eu realmente acho que sozinha não faria isso por medo e insegurança. Infelizmente nós mulheres nos limitamos muito por medo e ficamos na dependência de uma companhia para nos sentirmos mais seguras. Só eu sei o quanto eu sou grata por esse ser lindo ter aparecido na minha vida <3 Mas tem a opção de viajar com amigos, em grupos e dessa forma se sentir mais segura. Eu e o Yudi não temos carro então é importantíssimo termos contato para conseguir caronas. Encontre o grupo que você se curte e se joga! Como a gente curte escalar tem sempre alguém indo escalar e a gente vai junto! Isso foi muito importante para mim no sentido de passar a confiar nas pessoas. Quem vive em São Paulo sabe o sentimento de insegurança que experimentamos. E nossas mães sempre nos ensinaram a não confiar em desconhecidos... mas é tão importante pra nós como humanos saber que existem pessoas dispostas a ajudar, a trocar energia, a doar tempo! Isso é enriquecedor. Realmente mudou um pouco minha visão e eu me sinto tão bem em poder confiar, é uma paz. Acho que principalmente nas cidades a vida é muito mais individual do que coletiva e nessas viagens eu percebo o quanto é legal compartilhar com o outro o que quer que seja. E o quanto a gente desenvolve autoconhecimento por meio dos relacionamentos que estabelecemos. Nossas várias versões! Tantas vidas em uma só. Vale muito a pena a experiência. E além disso, também já utilizamos aplicativos de carona como o Blá Blá Car.

3. PLANEJE O QUE VAI LEVAR DE COMIDA

Geralmente é muito mais barato levar comida de casa do que gastar em restaurantes. Às vezes nós vamos porque é legal também comer a comida local, mas sempre, sempre levamos comida. Durante a viagem as refeições principais são café da manhã e janta, porque passamos o dia escalando. Então levamos coisas como tapioca, queijo, ovo, frutas e legumes. Quando dá fazemos um bolo, barrinha de cereal, torta ou algo prático para comer entre um climb e outro. Mas comemos o básico que sempre funciona. Legumes são ótimos para fazer na fogueira.

4. LEVE SÓ O ESSENCIAL

Nessas viagens percebemos o quanto precisamos de pouco para sobreviver. Não precisamos de várias roupas, nem vários sapatos. Levamos o mínimo e vivemos bem. Sempre tentamos minimizar o peso das malas. Eu não sou tão boa nisso, sempre levo livro e necessaire com coisas que uso no dia a dia. O Yudi é bem mais prático do que eu. 

5. ECONOMIZE

Nesse quesito eu sou uma negação e devo confessar. Eu só estudo, então minha mãe me ajuda com os custos das viagens apesar de eu já ter tentado ser empreendedora e vender algumas coisas na Universidade. Acho que não sirvo pra isso. Mas o ponto é que minha mãe não conseguiria me ajudar nas viagens se elas não fossem econômicas. Óbvio que eu sou muito privilegiada e reconheço isso, porém preciso abrir mão de algumas coisas para conseguir viajar, mas não me importo porque para mim vale a pena todas essas experiências e lugares lindos. Já o Yudi é a pessoa econômica da relação, guarda dinheiro dos salários que já recebeu e consegue viajar muito com as economias. Alguns sacrifícios são feitos para isso. A gente tenta ser menos consumista possível e coisas assim. Mas gastaríamos se tivéssemos como com equipamentos de escalada, roupas tecnológicas, comidas fitness, roupas fitness, no meu caso. O ponto que eu quero chegar é que essas coisas são legais e cada um consome o que pode/gosta e é livre para fazer isso, porém nada disso é essencial, a falta disso não te impede de fazer viagens e de curtir a vida. Não precisa sofrer por isso! Sei que equipamentos de escalada são caros, mas dá pra escalar se você conhecer as pessoas que escalam. Vai por mim, o pessoal do climb é gente boa! Uma vibe boa demais. Eu curto demais estar com pessoas que me transmitem paz.

Essas são as dicas que eu pensei serem importantes! Antes tudo isso era um mundo desconhecido para mim. A gente precisa se abrir para novas possibilidades e parar de acreditar que existe só um tipo de vida para ser vivida. Ou que um estilo de vida é correto ou melhor que o outro. O que eu mais desejo é que as pessoas sejam felizes. Eu sou muito grata por viver a vida que vivo porque é isso que me faz feliz. É desse jeito que eu quero viver e me sinto bem. Porque não tem nada que pague nem substitua a sensação incrível que é estar perto da natureza, se sentir parte desse Universo que me cerca e sobretudo ser capaz de amar. O amor me move, me transforma, me preenche. Eu e o Yudi assistimos um vídeo esses dias que achamos bem interessante e fiquei com vontade de compartilhar com vocês:

 

 

Eu sinceramente acho que desde que seu estilo de vida não afete negativamente o outro, ele é válido se te faz feliz. As pessoas tem uma mania de ditar regras e querer decidir sobre o que é bom para o outro. Isso é reflexo um pouco do que esse vídeo fala, das pessoas acreditarem que só há um jeito de viver a vida: nascer, estudar, trabalhar, consumir, reproduzir e morrer. Acredito que há tanto mais para se fazer e para se viver!! Fica ai a reflexão. Mas o mais importante de tudo é a gente parar de achar que o jeito que a gente vive é o único possível ou correto. Para que se limitar tanto? Existem tantos mundos num só!

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