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Viagem: Huaraz, Peru

18.06.2019

Oi gente! Depois dos Estados Unidos não apareci mais aqui, o último post escrevi no aeroporto viajando para o Peru. Foram dois meses no Peru e tanta coisa legal aconteceu! Chegamos em Lima no dia 16 de abril e eu voltei no último domingo, enquanto o Yudi continua lá nas montanhas! Fomos para a casa de um amigo que conhecemos em Telluride e deixamos muita bagagem lá para poder viajar mais leve antes de encontrarmos os pais do Yudi. No mesmo dia viajamos para Huaraz, uma cidade peruana super conhecida por ser perto das montanhas mais altas do Peru. São 10h de viagem de ônibus de Lima para Huaraz, fomos de noite e chegamos no dia seguinte bem cedo. Não dormimos nenhuma noite em Huaraz e viajamos para Hatun Machay para acampar e escalar muito. Hatun Machay é o lugar mais alto de escala esportiva do mundo, com várias vias e uma paisagem incrível. No igtv do instagram (@alegria.secreta) dá para ver um pouco mais do que foi essa experiência. Há alguns anos atrás o antigo dono do refúgio queimou o local e destruiu várias vias antes de fugir, por causa de um desentendimento com moradores locais. Uma pena! O lugar é lindo, mas o refúgio está destruído. Sem banheiro, sem luz, sem chuveiro. Algumas vias de escalada ainda estão incompletas. Acampamos dentro do refúgio queimado mesmo, protegidos do vento e da chuva. Faz muito frio lá! Vivemos a temporada de inverno nos Estados Unidos e voltamos para mais um inverno na América Latina, sinceramente estava com saudades do calor hahaha. Ficamos em Hatun Machay uma semana, meu record sem tomar banho! Rolou um festival de highline lá, na verdade por isso que fomos assim que chegamos em Huaraz. Eu nunca entrei num high, nem sei muito slack, mas estava bem bonito! O maior com 120m, huge! Hatun é um lugar super místico, com pinturas rupestres e muita energia. Eu e o Yudi brincamos que os ETs estavam tentando se comunicar conosco numa noite hahahaha. Além disso, é super retirado, vibe perfeita para quem curte natureza e conexão. Acampamos de graça por 1 semana, só gastando com comida e transporte de ida e volta até Huaraz (1h e pouco de taxi). Mas agora que a temporada realmente começou estão cobrando 10 soles. De qualquer forma, é barato e vale a pena. Antigamente tinham mais de 300 vias no local, hoje em dia tem menos, mas dá para malhar bem. Eu amei escalar lá, apesar do frio, por ser escalada esportiva. Só escalamos via trad em Las Vegas e eu descobri que prefiro esportiva. Conhecemos pessoas do mundo inteiro lá no pouco tempo que ficamos, e uma brasileira querida que mora na Holanda e nos vendeu o que restou da comida dela evitando que fizéssemos dois dias de jejum (só fizemos um hahahah). Eu curto muito ver como o amor une as pessoas, no climb e também no yoga (depois vai ter um post só falando sobre isso), é uma energia muito legal. Por ser um local alto, falta muito ar e eu também tive dor de cabeça, dormi mal os primeiros dias. Qualquer caminhada na subida era dura. Por isso tomamos bastante chá de coca. Escalei pela primeira vez um 6º sup na minha vida! Foi super legal. Apesar de ir escalando move por move, descansando e ser em top rope. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Depois de Hatun, voltamos para Huaraz para encontrar com o grupo que fez o Curso de Técnicas de Ascensão, Segurança e Resgate em Alta Montanha que fizemos no Parque Nacional do Huascarán em um nevado chamado Contrahierbas. Foi uma experiência na qual aprendi muito, mas também passei muito frio e percebi que preciso de mais psicológico para enfrentar uma ascensão em alta montanha. O curso durou 4 dias, acampamos perto de montanhas lindas! Vivi pela primeira vez num acampamento base, com barraca para cozinha e refeitório, quase um Everest hahahaha só que não. Aprendemos vários tipos de nó, e o mais legal é que no Peru por ser um país mais pobre e alpinismo e escalada serem esportes que custam caro por causa dos equipamentos, eles nos ensinaram a fazer tudo usando nós, sem nenhum equipamento mais sofisticado, bem roots mesmo. Aprendemos a rapelar no gelo, montar ancoragem no gelo, e várias coisas relacionadas a resgate e segurança em alta montanha. É muito importante ter conhecimento dessas técnicas para praticar esportes como esses uma vez que são perigosos e é preciso saber agir em uma emergência. E o melhor, saber evitar acidentes. Quando comecei a escalar não sabia nem fazer o nó 8, nem rapelar, nem montar e desmontar ancoragem, e só agora estou me arriscando a guiar vias. Mas com o tempo e com a prática aprendemos, e desenvolvemos a capacidade de resolver algum imprevisto quanto temos conhecimento das técnicas de segurança. Pra mim, foi e é um super challenge, porque tenho que ser criativa para resolver problemas simples que acontecem e manter a calma! Além disso, tivemos aulas sobre primeiros socorros com o SAMU. O frio foi a pior parte para mim hahaha. Mas no geral, aprendi bastante coisa!

 

 

 

 

 

 

 

 Essas foram as duas primeiras semanas de Peru, muita coisa aconteceu depois! Assunto para os próximos posts.

 

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