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Como foi meu curso de formação de Yoga

12.07.2019

Oi gente! Como vocês devem ter reparado pelas mudanças no blog, agora eu sou professora de Yoga. Postei um vídeo no igtv do instagram do blog falando um pouco disso, mas como gosto de escrever e posso compartilhar algumas fotos por aqui, acho que vale a pena fazer essa postagem! Antes de ir para o Peru, eu já estava pensando em fazer um curso de formação e comecei a pesquisar possíveis locais simplesmente com o critério das datas baterem. Realmente sem nenhuma pretensão, encontrei um Ashram incrível no Vale Sagrado dos Incas, quando encontrei, fiquei vendo os vídeos no youtube, imaginando estar naquele lugar mágico. E, aconteceu! Tomei a decisão de fazer minha inscrição ainda nos Estados Unidos e reservei minha vaga de lá. Como eu falei na postagem sobre a viagem, meu pai me emprestou um dinheiro para viajar, mas ao invés de devolver para ele eu paguei o curso. Foi exatamente o dinheiro que ele me emprestou, para provar que é possível sim pagar toda a viagem! E ainda voltei com dinheiro para tirar minha carta de carro e moto aqui no Brasil. Além disso, investimos em equipamentos de escalada e viajamos pelo Peru por 2 meses. É realmente um investimento que se paga, e um intercambio de 4 meses fora do país de outra forma é inviável a maioria das vezes. Meu inglês melhorou horrores, o curso de formação de yoga foi em inglês! E antes eu não conseguia falar quase nada. Se quiserem saber mais sobre esse tipo de intercambio tem postagem no blog, só estou ressaltando porque vale a pena de verdade! Dá para viajar pela América Latina depois por bastante tempo porque recebemos em dólar e gastamos em moedas mais baratas. Vejam a postagem!!! Voltando ao assunto Yoga, depois de trabalhar 3 meses nos Estados Unidos, ficamos 1 mês em Las Vegas e embarcamos para o Peru no último dia de vencimento do visto. Já havíamos feito planos para as primeiras semanas no Peru... escalar, escalar e escalar hahahaha. Mentira! Conhecemos Machu Picchu e demos uns roles bem turísticos e comerciais com os pais do Yudi.

Meu curso começou dia 24 de maio e durou 20 dias. Depois disso a família do Yudi voltou para o Brasil e ele, claro, voltou para o parque de diversões dos alpinistas no Peru: Huaraz. Cheguei no ashram sem nem saber que era um ashram, só muito, muito feliz e agradecida pela oportunidade de realizar um sonho! O vale sagrado dos Incas é um lugar super místico e mágico, lindo! Rodeado de montanhas, com uma energia poderosa! Antes de ir estava preocupada pelo idioma do curso ser em inglês, mas o professor falava espanhol então quando eu não entendia pedia para falar em espanhol. Mesmo assim foi um super desafio para mim! Antes de ir assisti muitas aulas de yoga em inglês no youtube, li livros no kindle em inglês sobre yoga... tudo isso para me familiarizar com o vocabulário.E deu super certo! Acho que tive que estudar mais do que o pessoal que tinha domínio maior, mas nada impossível! Google tradutor me ajudou muitas vezes. Mas acredito que o melhor de tudo é saber que estava com pessoas que não iam me julgar e estavam dispostas a me ajudar. Perguntava várias vezes como falava as coisas e além disso, as meninas cujo inglês é língua nativa me ajudaram demais! Principalmente quando eu tinha que dar aulas de yoga em inglês. Elas me diziam como falar melhor e certo. Preciosas! Sempre me incentivando e acreditando em mim. Essa troca foi linda! Cada um do meu curso era de um país diferente e eu pude ter a dimensão do que é o yoga, do que nos une como seres humanos, do que nos torna um. Muito lindo e enriquecedor. Muitas pessoas criticam cursos rápidos de formação, até eu tinha um pé atrás. Mas com certeza há pontos positivos que não existiriam se eu fizesse um curso no Brasil mais longo. Essa imersão foi tão importante para mim! Eu aprendi muito sobre a tradição indiana, os costumes e a filosofia do Bhakti Yoga (amor sagrado, serviço, entrega). Vivi a rotina de um yogi (moderno) raiz! Vegetarianismo, prática espiritual diária, oferenda de alimentos, canto de mantras, prática de pranayama, prática de asanas e as minúcias do yoga na vida prática. Aprendi como aplicar o yoga na minha rotina. E como isso pode ser um instrumento poderoso de auxílio para viver melhor, em paz e com mais clareza. Essa imersão com certeza eu não teria fazendo um curso no Brasil, além disso teria que trabalhar para pagar mensalmente um curso, não me tornaria vegetariana talvez, não seria em um lugar tão especial como o vale sagrado dos Incas, não teria essa conexão com a natureza, pachamama... Enfim, muitas coisas seriam diferentes! Nem pior nem melhor. Cada um tem sua trajetória e através da minha carta védica eu pude entender um pouco mais da minha jornada. Estamos exatamente onde devemos estar. Vivemos o que precisamos viver para evoluir espiritualmente. Sem comparação, sem desejar o que não é nosso e o que não necessitamos passar. Sou super grata por viver tudo que vivo e ter a oportunidade única de desenvolver autoconhecimento e expandir a consciência por meio do amor. Transformação é um aspecto super forte na minha vida (também saiu na minha carta hahaha) e nem sempre é fácil. Encarar as sombras, lidar com ego e desconstruir várias coisas. Mas isso é sobre a minha jornada. Entrego, confio, aceito e agradeço.

Eu realmente não sabia como era viver em um ashram e amei! A rotina era cansativa, nós estudávamos o dia todo, além das práticas de respiração e posturas. Porém, a gente era livre e incentivados a respeitar nosso corpo sempre. Caso precisássemos podíamos descansar. O wifi era liberado só durante a hora do almoço e eu me propus a ficar 21 dias sem instagram, foi um detox bem legal para mim! Às vezes o instagram gera certa ansiedade em mim, por ficar pensando no que postar, em ter conteúdo para postar, ou rouba um pouco a minha apreciação dos momentos porque fico pensando em fotografar para postar, enfim... além de gerar muita comparação e desejos que nem existiam ou nem são necessários. Sou assim com tudo! Se percebo que o açúcar esta me controlando no sentido de eu comer sem pensar, eu resolvo fazer um detox e me desafiar. Ou qualquer outra coisa! Minha tentativa é de sempre tentar estar sóbria em vários sentidos para a partir de um estado mais puro do meu ser eu me expressar de uma forma mais autêntica no mundo, só minha e única. Ser honesta comigo mesma e com os outros é um dos Yamas e faz parte das 8 partes da filosofia do Ashtanga. São atitudes que eu tento implementar no meu dia a dia porque isso é yoga! Muito mais do que posturas. E eu gosto da filosofia por trás das práticas. Assim como quando fazia jiu jitsu o que me encantou foi a filosofia. Foram 20 dias intensos, de muitas descobertas, transformações e momento de total conexão e entrega. Vivi momentos únicos e inesquecíveis, foi super importante ter esse tempo para mim, desenvolver autoconhecimento, autorrespeito e amor próprio. Outra coisa que mudou muito foi minha forma de enxergar o yoga, não só de uma maneira limitada, mirando apenas a prática de posturas. Tive a oportunidade de experimentar o yoga em todos os aspectos da vida cotidiana. E aprendi a respeitar meu processo, minha jornada, meu momento. Sem buscar recompensa das minhas ações ou da minha prática, mas encontrando felicidade na ação, no momento presente, sem me importar com os resultados futuros. Claro que é um processo e eu continuo nele, mas mudei o meu olhar diante de várias coisas, principalmente minha relação com meu corpo, comigo mesma e minha autoestima. Viver quase sem espelhos, sem apego nenhum à minha imagem, foi libertador! Eu me senti tão livre para ser quem eu sou, sem medo de julgamentos, de críticas. Aprendi a honrar minha história, viver minha verdade e me expressar no mundo de forma livre e autêntica, sem medo. Sem medo de ser quem eu sou. Também foi incrível me expor para pessoas que têm tanto em comum comigo. Sem medo de falar, sem vergonha! Eu prefiro me expressar escrevendo, sou tímida, principalmente falar em outra língua foi mais difícil ainda. Um desafio! O mais legal é poder se abrir sem medo, sem se preocupar com nada. Foram dias de muita paz.

Minha formação foi em vinyasa e gostei muito do método (inbound) por ser uma mescla entre ashtanga e iyengar, ou seja, com bastante alinhamento. Fui iniciada na meditação com mantras e meu professor leu minha carta astrológica védica, duas coisas que aconteceram e foram muito especiais para mim. Nem sabia que meu professor é astrólogo antes de ir para lá, nunca acreditei muito, mas realmente foi muito incrível. Meu signo mudou de sagitário para escorpião, e tudo fez tanto, tanto sentido!! Gravei a carta e de vez em quando escuto. Digo que não é sobre ser guiada pela carta, mas sobre encontrar força para viver a minha verdade, algo que dentro de mim eu já sabia. Convivemos com a família do meu professor, filhos, mulher e ex mulher, todos vivendo em harmonia e se respeitando acima de qualquer coisa. Lindo demais! A comida era totalmente vegetariana e cozinhada com muito carinho pelos cozinheiros que não provavam a comida, nem comiam antes de servir. Bhakti yoga é sobre servir. E isso estava em cada mínimo detalhe, todo mundo disposto ajudar, a ouvir, a compreender. Muito lindo! Viver em comunidade, com horta orgânica, energia solar, uma utopia real!!! Voltei para o Brasil e o Yudi continuou mais um tempo escalando e subindo montanha lá no Peru. Estou morando em São Paulo e dando aula de yoga por aqui :) Se alguém quiser mais informações é só me mandar um email! Qualquer dúvida sobre o curso de formação também! Vai ser um prazer contar mais sobre como foi. E quem tiver esse sonho e puder, esse lugar é muito especial! Chama Inbound School of Yoga e fica em Cusco no vale sagrado. Meu professor é o fundador do método e muito reconhecido mundialmente. Esse curso tem certificação internacional pela Yoga Alliance e me permite dar aula de yoga em qualquer lugar do mundo. Foi um sonho realizado, sou muito feliz e grata por isso! Amo o que faço, amo ensinar yoga e me identifiquei muito com a filosofia do Bhakti Yoga, um li livro sobre o Bhagavad Gita muito bom também! Vou postar aqui, o primeiro livro em inglês que li. Gratidão por essa experiência linda. Espero poder ser instrumento de amor nesse mundo. Haribol!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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