© 2023 por Tipo Diva Blog | Orgulhosamente criado com Wix.com

  • Black Instagram Icon

Como está minha dieta

12.08.2019

Há 3 anos resolvi cuidar da minha alimentação e comer de forma mais consciente. No começo motivada pela busca de um shape legal, mas sempre digo que ninguém insiste nessa vida (o caminho não é fácil) se não tiver um objetivo mais importante que nos mantenha na busca. Quando comecei, o que eu mais ouvia das pessoas era que eu não precisava disso, que eu já era magra. Mas essa busca por manter uma dieta saudável vai muito além disso! A saúde do nosso corpo é essencial para que possamos fazer qualquer outra coisa nesse mundo material. O corpo é nosso veículo e acredito que devemos cuidar dele como se fosse um templo, honrá-lo, respeitá-lo e acima de tudo ama-lo. Mudei muito minha cabeça em relação a essa vida saudável. Sempre fui muito apega à aparência. Nós mulheres, aprendemos a construir nossa autoestima em cima disso. Quando fui para os Estados Unidos sofri por saber que ia ficar sem minha musculação diária, por puro apego. Minha autoestima se abalou porque eu sempre atrelei ela a isso. Algo tão efêmero. O corpo muda, envelhece! Como podemos achar que nosso valor está nisso? Para mim até hoje é um processo desconstruir tudo isso. Mas é libertador quando nós conseguimos o equilíbrio entre cuidar do nosso corpo sem se apegar a ele. Viver no ashram, além das várias outras coisas, também foi tão importante nesse aspecto. Ninguém, absolutamente ninguém está preocupado com isso. Nós só usamos maquiagem no último dia para pegar o diploma, mas no dia a dia não importava a roupa que você vestia, seu cabelo, se você era sarado ou não. É incrível poder vivenciar esse tipo de relação mais profunda que transcende essas coisas banais que costumamos dar bola. No livro Mulheres que Correm com os Lobos tem essa frase que explica um pouco da minha relação com o meu corpo "Está errada a imagem vigente da nossa cultura do corpo exclusivamente como escultura. O corpo não é de mármore. Não é essa a sua finalidade. A sua finalidade é a de proteger, conter, apoiar e atiçar o espírito e a alma em seu interior, a de ser um repositório para as recordações, a de nos encher de sensações - ou seja, o supremo alimento da psique. É a de nos impulsionar, de nos impregnar de sensações para provar que existimos, que estamos aqui, para nos dar uma ligação com a terra, para nos dar volume, peso. É errado pensar no corpo como um lugar que abandonamos para alçar voo até o espírito. O corpo é o detonador dessas experiências. Sem o corpo não haveria sensação de entrada em algo novo, de elevação, altura, leveza. Tudo isso provém do corpo. Ele é o lançador de foguetes. Na sua cápsula, a alma espia lá fora a misteriosa noite estrelada e se deslumbra". 

Depois de 3 semanas no ashram eu decidi ser vegetariana (pelo menos por enquanto, nunca sabemos o dia de amanhã), mudei muito minha alimentação. Sempre gostei muito de comer carne, já fiz low carb, amava comer bacon e muitos ovos. Mas meus objetivos eram outros também, como disse eu era muito mais apegada ao meu corpo e pensando que não conseguiria ganhar massa magra nunca tentei o vegetarianismo antes. Eu realmente sou contra a forma como tratam os animais e acredito sim que absorvemos essa energia de sofrimento através da alimentação. Antes eu até criticava pessoas vegetarianas/veganas que muitas vezes não são saudáveis por consumirem muita farinha branca, açúcar refinado etc. Mas é só uma questão de prioridades. Hoje em dia, a minha prioridade é praticar a não-violência que é um dos princípios do Ashtanga Yoga. Claro que tento comer saudável, mas prefiro açúcar do que carne porque não tem essa carga de sofrimento. São escolhas! Lembrando que açúcar é um vício para o cérebro e controlar seu consumo é muito importante! Não foi difícil essa transição primeiro porque a comida do ashram era deliciosa, segundo porque eu como de tudo! Socialmente é mais difícil. Todo mundo te questiona, todo mundo acha que você está sofrendo, que não "pode" comer algo quando só não "quer" comer, pensam que está passando vontade. Eu tento mostrar que nem toda renúncia é ruim. Por exemplo, renunciar a falar palavrão, a consumir muito álcool ou cigarro, são boas renúncias. Não significa sofrimento. Eu acredito nos benefícios desse tipo de alimentação e me sinto feliz por não consumir produtos que são tão carregados de sofrimento e violência. É difícil porque eu vou aos lugares e preciso perguntar os ingredientes, muitas pessoas não tem paciência também com as minhas escolhas, acham que eu sou fresca. Enfim! Por isso mesmo durante minha formação eu não fiz os votos de me comprometer a ser vegetariana 100%. Futuramente não pretendo consumir nem ovos, eu consumo em produtos que tem ovo nos ingredientes, mas não o ovo em si, reduzi 90% o consumo. Vegana não sei se serei algum dia, gosto muito de queijo (apesar de também não concordar com o jeito da industria de produzir). Um passo de cada vez. Faço o que está dentro do meu alcance, dando meu melhor. 

Fui à nutricionista aqui no Brasil para saber certinho o que não pode faltar na minha dieta e também saber quanto que perdi de massa magra nesse tempo sem musculação (foram 2kg). Voltei mais magra, mas mais fraca, porque perdi massa. Balança é enganação. Se você for pesado mas tiver muita massa magra, perfeito! Antes de ir para os Estados Unidos, uma nutricionista me perguntou se eu suplementava vitamina D porque era alta. E nunca tinha suplementado, era tudo sol mesmo! Mas depois de uns meses vivendo no inverno voltei com ela no limite. Estou suplementando vitamina D e B12, tomando creatina e proteína vegetal. Além disso, tomando probióticos para reorganizar o intestino. Fora isso, alimentação vegetariana sem carne, peixe, ovo, frango...

Estou feliz com as minhas escolhas, sei que me fazem bem apesar de ser difícil colocar em prática, às vezes me sinto isolada da sociedade. Mas acredito que é só no começo. E as pessoas que nos amam respeitam nossas escolhas :)

Aí está o resultado do meu último exame de bioimpedância:

 

 

Please reload

Posts Relacionados

Please reload